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É licito dizer que 85% dos casos de Abuso Sexual de Crianças e adolescentes acontecem dentro dos laços familiares, sendo a maioria dos abusadores, o Pai, ou o Padrasto.  O pior desta situação é saber que 75% destes praticam esta maldade simplesmente por perversidade, ou por encontrar a possibilidade de práticas sexuais com crianças mais vulneráveis a estes, portanto a minoria pode ter algum distúrbio que está dividido entre a Pedofilia e outros.

  É inadmissível que adultos violem a inocência de crianças, mas o auge da barbárie é saber que bebês recém-nascidos  ainda sofrem tamanha violência, a ponto de haver necessidade para cirurgias de reconstituição dos órgãos genitais, parece mentira, ou é quase inacreditável, mas isso acontece neste país segundo o relato da CPI da Pedofilia.

   Pesquisas de órgãos internacionais relatam que o Brasil está no topo dos países que exploram sexualmente crianças e adolescentes, além do tráfico de crianças para o mesmo propósito, os casos de abuso sexual registrados diariamente chegam a 175, sendo 8 a cada hora, mas esta é somente 10% da realidade, o enorme muro que envolve vítimas impede que as denúncias cheguem até a polícia e a justiça. 

   Nos três primeiros meses de 2012, houve próximo de três mil denúncias sobre pornografia infantil exibida na Internet e centenas de sites deste segmento são criados a cada dia, pela exploração e ganância de um negócio bilionário que superam a arrecadação do narcotráfico.

   A modalidade de pornografia infantil é tão audaciosa que existem milhões de crianças sendo expostas em poses sensuais e com trajes íntimos em sites que se classificam como 100% legais, por exibi-las sem o nudismo explicito, mas em poses insinuantes e sensuais.

   O que me deixa perplexo e com desejo de saber como podem os pais permitir tal exposição de suas crianças, com a ilusão de que serão modelos famosos, caindo nas garras de pessoas inescrupulosas que banalizam sua integridade, sua imagem, aproveitando-se de sua inocência.

  Infelizmente está tudo exposto, a polícia Federal não dá conta, pois a maiorias dos servidores estão fora do país, um dia fecha-se um e no outro nascem mil, se não orientarmos os pais sobre este perigo, emanando informações precisas sobre prevenção da violência que envolve a pornografia infantil, o abuso e a exploração sexual, é muito possível que veremos maiores desgraças acontecerem neste país.

  Existe atualmente o número aproximado de 280 milhões de sites pornográficos na Internet e até 2017 poderá chegar a um bilhão. E nós pais, o que faremos?

   Quero ser sincero ao dizer que é muito provável que você que lê este relato neste momento possa estar passando por algo semelhante  e se não forem um pai, ou mãe participativos na vida de seus filhos, eles já estejam sob as garras destes delinquentes, isso posso afirmar, sem demagogia, temos que mudar conceitos educacionais e equipará-los com o desenvolvimento tecnológico que vivemos na atualidade, senão permitiremos que nossos filhos sejam vítimas de criminosos inescrupulosos.

  Diante deste quadro deprimente e com o passar dos anos deparei-me com uma situação incomum em minha vida, onde uma criança de  apenas oito anos havia sido abusada sexualmente por seu padrasto, pude então presenciar momentos de extrema  tristeza em sua vida e na de seus familiares, quando ela, investida de força e coragem, revelou as atrocidades cometidas pelo padrasto com quem morava em companhia da mãe.

   Confesso que fiquei comovido com tudo que vi e ouvi, diante dos fatos, resolvi acompanhar passo a passo o desfecho desta situação que veio ao encontro do plano ideológico e solidário que permaneceu retido em minha vida, despertando novamente o desejo de criar um projeto que pudesse beneficiar crianças e adolescentes, aliado ao sentimento de missão que provem desta trágica experiência.

   Na primeira oportunidade criei o “PROJETO VENCER” que atua na orientação de pais e professores sobre a prevenção do Abuso Sexual de Crianças e Adolescentes, direcionei a estes por acreditar que a responsabilidade educacional e de formação intelectual de crianças gire em torno das obrigações de um tutor legal e um profissional educador, portanto estes deveriam ser capacitados para posteriormente educar com convicção e suporte direcional. 

   Hoje de um mero sonhador a um ativista de causa nobre, tornei-me portador de informações que captei nos campos de pesquisas diversas, nas obras e ações emanadas pelos mais diversos profissionais das respectivas áreas que envolvem o assunto “Pedofilia e abuso Sexual de Crianças de Adolescentes”.

   Com o desenvolvimento deste trabalho conheci e me aliei a uma equipe de profissionais das áreas de Sociologia, Psicologia, Direito, Psicopedagogia, Medicina, Assistência Social, Profissionais do Sistema Carcerário e Jornalistas, os quais, sem interesse financeiro dedicaram seu tempo, conhecimento e talento ao bem desta causa social, determinando o melhor caminho para a prevenção deste ato não somente praticado por pedófilos, mas por pessoas perversas, que a meu ver, sem o menor escrúpulo.

    Após estes anos de preparação resolvi intensificar as ações, mesmo mediante das dificuldades de manter uma empresa do terceiro setor com poucos recursos.

    Realizei diversos seminários, fóruns e palestras sobre prevenção ao Abuso Sexual de Crianças e Adolescentes, capacitei centenas de pais e professores da rede pública e privada sobre a prevenção deste crime.

   Deparei-me com uma diversidade de casos que me traziam dois sentimentos, a vontade de desistir de tudo e ao mesmo tempo o desejo de ir em frente com muito mais forças, optando por seguir em frente, sem mais hesitar. Assim permanecerei, até o fim dos meus dias.